sábado, 25 de janeiro de 2014

Agora em diante (ou metafísica do piropo)

Pois se agora eu tenho você 
É como se não pudesse perder
Como se você fosse 
Alguma tábua de salvação?

Mas o que eu posso fazer
Se por um acaso eu perder
Como se você fosse 
Algum tipo de perdição?

A vida sempre trouxe atropelos (como não?)
Para mim e para você 
Mas também não vou deixar
De viver no mundo, nem que seja à revelia

Eu não vou deixar de beber (ao menos)
Um gole dessa poção (mágica)
Mesmo tendo que deixar de comer (todo dia)
Um pedaço da minha ração 
Eu não vou deixar de comer (que seja pelas beiradas)
Uma parte da tua porção (desse maná)

Baby, os nossos sonhos 
Eles se transformarão
E farão o amor parecer
Uma grande, imensa ilusão 

Mas como viver a dor de não ser? 
Basta uma pílula azul para escolher?
Nossa vida segue agora e adiante
Definindo os mesmo sentidos 
Nas amarras metafísicas dosadas nesta canção

Por conta disso tudo, amor 
Eu não vou deixar de dizer, por conta dos 3 minutos da canção 
“Eu quero o teu amor”
E me quero junto a você
Na nossa vida de agora em diante
Definindo os mesmos sentidos 
Nas amarras metafísicas dosadas nesta canção

Para Andrea Marques em 8 de janeiro de 2014.

Musicada