Por onde andas que não te vejo parar aqui?
Estarias a andar pelo mundo a procurar
Algo que por acaso não encontraste em ti?
Como se vida fosse estar pelo mundo a vagar!
Andarilho, o que procuras não está no lar
O que te move é o desejo de construir
No caminho, algo que estás a cantar
Que troças na tua mente e quase se ri de ti
É como se o desejo fosse uma incomum ilusão
Que faz crer que toda distância constrói o teto
Que todo caminho perfaz o coração, no chão
Faz-te crer que ao andar escreves o teu soneto!
Como se a morte se movesse na contramão
Mas
é que, na verdade, só escreves o teu epíteto.*Escrito na madrugada de 22 de set de 2015.
Nenhum comentário:
Postar um comentário