sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

aqui o fogo

e aqui o fogo é puro
e não resiste ao toque
já foi fátuo flagelo

e aqui já o fogo é brando
o olho segue o que nos cega
e o que se vê não tem sossego

e aqui já o fogo é frágil
e o traço que brinca
não é o risco que se corre

e aqui já o fogo arde
e já não se escolhe
o que se colhe

vento no fogo não faz canção
aqui enfim o fogo jaz
é dor, amor
no fim o fogo é cinza, fumaça e carvão

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