sábado, 26 de fevereiro de 2011

Zerado

eu
que olho sempre
o mesmo horizonte
espero sempre
algo novo
eu
que sangro no momento
observo
reflexivo, redundante
não vejo nada
estou cego
eu tenho sono
eu que não sou eu
morro, nato
e mato o outro em mim
e morro de novo
eu, sempre eu
eu mesmo!

não vejo nada
estou cego
eu tenho sono
eu que não sou eu
morro!
mato!
mato o outro em mim
zerado de novo

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